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Mais de 142 mil eleitores são chamados às urnas nas presidenciais de São Tomé e Príncipe

A CEN de São Tomé e Príncipe realizou este sábado, na Assembleia Nacional, um briefing dirigido às missões de observação eleitoral internacionais para explicar a organização e o funcionamento das eleições presidenciais. Foto:Afonso do Rosário

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, 18 de julho de 2026 (TATOLI) – As eleições presidências de Tomé e Príncipe, que terão lugar amanhã em todo o país, contarão com 142.674 eleitores inscritos, informou a Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

Segundo o Assessor da CEN, Admaier Sousa, este número representa um aumento de cerca de 14% em comparação com as eleições presidenciais de 2022. Para o sufrágio foram organizadas 198 circunscrições eleitorais, 358 mesas de voto e mobilizados 1.790 membros de mesa, distribuídos pelo território nacional1 e pela diáspora.

A CEN de São Tomé e Príncipe realizou este sábado, na Assembleia Nacional, um briefing dirigido às missões de observação eleitoral internacionais para explicar a organização e o funcionamento das eleições presidenciais. Foto:Afonso do Rosário

A CEN realizou este sábado, na Assembleia Nacional, um briefing dirigido às missões de observação eleitoral internacionais para explicar a organização e o funcionamento das eleições presidenciais.

Na ocasião, Admaier Sousa fez uma apresentação detalhada sobre o sistema eleitoral do país, começando por uma contextualização geográfica e demográfica de São Tomé e Príncipe e seguindo para a estrutura dos órgãos responsáveis pela administração eleitoral.

O assessor explicou o enquadramento jurídico das eleições, o funcionamento da CEN e do Gabinete Técnico Eleitoral, bem como as alterações introduzidas pelo novo sistema de recenseamento automático, que passou a inscrever automaticamente todos os cidadãos que completam 18 anos de idade.

Referiu ainda que o Presidente da República é eleito por sufrágio universal direto, sendo necessária a obtenção de mais de metade dos votos validamente expressos. Caso nenhum dos candidatos alcance essa maioria absoluta, será realizada uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados.

A MOE do g7+ participaram este sábado, na Assembleia Nacional, um briefing dirigido às missões de observação eleitoral internacionais para explicar a organização e o funcionamento das eleições presidenciais. Foto:Afonso do Rosário

Por sua vez, o representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros na CEN, Nilson Lima, afirmou que o encontro teve como propósito proporcionar aos observadores internacionais uma visão clara sobre todas as fases do processo eleitoral, desde a abertura das mesas de voto até ao apuramento dos resultados.

Segundo Nilson Lima, o encontro permitiu explicar o funcionamento do sistema eleitoral são-tomense, promover a interação entre a CEN e as missões internacionais e esclarecer as dúvidas ainda existentes antes da realização da votação.

“Hoje tivemos um encontro com todos os observadores internacionais presentes em São Tomé, no âmbito das eleições presidenciais de amanhã. Este encontro serviu para mostrar o funcionamento de todo o processo eleitoral e a forma como ele se vai desenrolar. Convidámos todos os observadores para interagirmos, conversarmos e esclarecer as dúvidas que ainda existam, para que possam acompanhar o processo com maior conhecimento”, afirmou à Tatoli.

A MOE do g7+ participaram este sábado, na Assembleia Nacional, um briefing dirigido às missões de observação eleitoral internacionais para explicar a organização e o funcionamento das eleições presidenciais. Foto:Afonso do Rosário

No final, a CEN informou que os resultados provisórios começarão a ser compilados logo após o encerramento da votação, podendo ser divulgados ainda na noite de domingo ou nas primeiras horas de segunda-feira, dependendo da chegada e validação dos editais provenientes de todas as mesas de voto do país e da diáspora.

As eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe estão a ser acompanhadas por várias Missões de Observação Eleitoral internacionais, entre outras, a da União Africana, da União Europeia, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Comunidade Económica dos Estados da África Central, da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e a de Administração Eleitoral da CPLP e do g7+.

As missões observam as diferentes fases do processo eleitoral, avaliam a sua conformidade com a legislação nacional e os padrões internacionais e contribuem para o reforço da transparência, credibilidade e integridade do sufrágio.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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